Papel Moeda
Desde que foi inventado na Idade Média, o papel-moeda trouxe notáveis vantagens para o comércio de moedas.Quando o comércio começou a crescer se tornou perigoso o transporte de moedas de ouro e prata, além de ser difícil o controle sobre a pureza do metal, então começaram a ser emitidos os “recibos de ourives", comprovantes de depósito de ouro em pó, que certos negociantes, por medida de segurança, confiavam à guarda de ourives, pessoas de idoneidade reconhecida, cuja assinatura garantia os valores sob sua custódia, e assim teve inicio o papel moeda ainda na idade Média.
No início da historia da moeda, o papel moeda era emitido como um comprovante de que existia metal nobre que dava lastro ao papel moeda, ou seja, as moedas do mundo representavam uma quantia em metal nobre depositada em um banco. Com a instituição do crédito, os bancos passaram a lançar bilhetes em quantidade que excedia o lastro em depósito em até vinte por cento. Esses bilhetes, ou "moeda fiduciária" eram aceitos pela confiança que merecia o banco emitente.
No século XIX, o conversor de moedas de papel tornou-se cada vez mais freqüente nos países americanos independentes devido às dificuldades geradas por falta da moeda metálica. Os primeiros papéis de moedas estrangeiras que circularam como moeda no Brasil foram as "ordens de pagamento" e "ordenanças", emitidas pelos holandeses em Pernambuco que tiveram valor em território restrito.
Nesse período até 1965 tanto o banco do Brasil como o tesouro nacional emitiam papeis moedas do Brasil, a partir de 1965 começou a funcionar o Banco Central do Brasil, com monopólio da emissão de papel-moeda brasileiros. Atualmente, a Casa da Moeda do Brasil produz as cédulas e moedas utilizadas no Brasil e de alguns paises no exterior, mas também uma série de outros produtos.
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